Varejistas na Era da Automação: Como a Inteligência Artificial Está Transformando as Compras
O mundo do varejo está em uma encruzilhada. A Inteligência Artificial (IA) emerge como um agente disruptivo e, com isso, as empresas enfrentam um dilema crucial. À medida que os clientes começam a confiar em assistentes automáticos para decidir suas compras, os varejistas se veem à beira de perder o controle sobre suas ofertas e estratégias. Mas, em vez de se render, gigantes como Kroger e Lowe’s estão decidindo tomar as rédeas.
Por que criar suas próprias ferramentas é vital?
A automação não é apenas uma tendência passageira. É uma mudança de paradigma que exige uma resposta ágil dos varejistas. Ao desenvolver suas próprias soluções de IA, essas empresas não buscam apenas inovação; elas pretendem permanecer próximas dos clientes enquanto as decisões de compra se tornam mais automatizadas.
Dica: Autonomia em um mundo automatizado é a chave para o sucesso no varejo moderno.
Com Kroger, por exemplo, a implementação de um agente de compras baseado em IA permite a comparação de itens e a personalização de sugestões com base nos hábitos de compra dos consumidores. O tempo é um fator crítico, e a capacidade de adaptação nesse ambiente acelerado traz vantagens competitivas claras.
O Controle é Fundamental na Automação
O desafio não está em se a IA influenciará as compras, mas em quão rapidamente isso ocorrerá. Yael Cosset, diretor digital da Kroger, expressa isso claramente: “Se você não estiver mergulhado em agentes de IA, provavelmente está criando uma desvantagem competitiva.”
Por que alguns optam por não depender de terceiros?
Fazer parte de plataformas de assistentes de IA como Google ou OpenAI pode ampliar o alcance, mas não sem riscos. Vender produtos através de terceiros pode enfraquecer a lealdade dos clientes e inviabilizar as vendas adicionais. Ao manter o controle dentro de suas próprias plataformas, os varejistas garantem que a experiência do cliente permaneça homogênea e adaptada.
O Dilema de Escolher Fornecedores
Construir e manter sistemas de IA é um trabalho árduo. As ferramentas que funcionam hoje podem estar desatualizadas em algumas semanas. Diante disso, varejistas como a Lowe’s adotam uma abordagem multifacetada, colaborando com diferentes fornecedores em vez de se comprometer com um único sistema.
Seemantini Godbole, CIO da Lowe’s, aponta que “a tecnologia que construímos pode ficar ultrapassada em duas semanas.” Assim, diversificar fontes se torna uma estratégia inteligente.
A Kroger está seguindo esse modelo, testando uma variedade de sistemas simultaneamente. Este tipo de flexibilidade pode ser a diferenciação necessária em um mercado turbulento.
Testando sem Compromissos
Por outro lado, algumas empresas, como a Papa Johns, estão optando por experimentar soluções de IA de terceiros, como a do Google, ao invés de desenvolver suas próprias. Kevin Vasconi, CTO da Papa Johns, diz que seu foco é entender como usar essas ferramentas, não construir tudo do zero.
Ainda que a adoção de agentes de compra baseados em IA esteja crescendo, essa não é a única forma de interação no varejo. O comportamento do consumidor ainda mostra resistência a mudar drasticamente, evidenciado pelas ligações para realizar pedidos.
A inovação não é sinônimo de substituição total. É sobre encontrar o equilíbrio certo para integrar novas tecnologias sem perder a essência do que torna um negócio único. No futuro, a aplicação prática dessas tecnologias será o que determinará o sucesso dos varejistas.
Próximo passo: Pergunte a si mesmo: até onde você está disposto a ir para integrar a Inteligência Artificial em sua estratégia de varejo?
