Como a Inteligência Artificial Está Redefinindo a Cognição Humana
A Inteligência Artificial não é mais uma promessa. Ela já é uma realidade.
Recentemente, Yuval Harari provocou o mundo ao afirmar que essas máquinas competem diretamente com nós, humanos.
As IAs estão invadindo todos os domínios — do operacional às funções criativas e estratégicas.
Essa afirmação não é apenas alarmante; é um chamado à reflexão profunda sobre o papel do ser humano na nova era tecnológica.
Ao explorarmos essa discussão, precisamos olhar para a relação entre o cérebro humano e os computadores.
Ambos operam com sinais elétricos: os neurônios propagam potenciais elétricos, enquanto os chips de computador realizam decisões binárias.
Um neurônio, portanto, pode ser visto como uma “unidade lógica biológica”, disparando ou não, tal como um chip.
Assim, a comparação entre neurônios e transistores não é apenas interessante — é essencial.
A Revolução da Inteligência Artificial
O avanço da Inteligência Artificial está em ritmo acelerado.
Em 2022, engenheiros superaram 100 bilhões de transistores em um único chip, um marco simbólico.
Esse feito não é apenas técnico; ele sinaliza que estamos cada vez mais próximos de uma coexistência entre máquinas e humanos.
Neurociência e a Realidade do Cérebro
De acordo com estudos recentes, o número real de neurônios em um cérebro humano é de cerca de 86 bilhões.
Esse dado é inquietante, especialmente em um momento em que as máquinas estão superando nossas habilidades cognitivas.
A pesquisa do neurocientista brasileiro Roberto Lent revela que nossa inteligência pode não ser tão única assim.
Como isso se encaixa no avanço das IAs? Precisamos questionar o que realmente nos torna especiais — ou se somos apenas mais um passo na linha evolutiva.
A Nova Era da Cognição
O ser humano sempre acreditou que a evolução cerebral era um caminho linear e positivo.
Contudo, Harari destaca que a evolução do cérebro é lenta e onerosa.
As máquinas, por outro lado, estão em constante crescimento e aprimoramento.
O futuro da cognição humana pode não depender mais de neurônios, mas sim da nossa capacidade de integrar o cérebro a sistemas cada vez mais sofisticados.
A inteligência está se transformando em um atributo não só interno, mas colaborativo, formado por redes híbridas entre humanos e IAs.
O desafio está lançado. Como você se preparará para essa nova era?
A verdadeira questão não é mais sobre o número de neurônios, mas sobre como nós, humanos, vamos interagir com essas máquinas e inovar no processo.
