A Luta pela Governança no Mundo da Inteligência Artificial
As redes corporativas estão se inundando de agentes de inteligência artificial. A situação já é crítica. CIOs enfrentam um desafio monumental: como gerenciar um mar de ativos fragmentados em ambientes multi-cloud? Esses agentes não são apenas simples ferramentas, mas atores autônomos que acessam dados sensíveis e executam lógicas de negócios complexas.
Mais de um bilhão de agentes de IA serão implantados até 2029, segundo a IDC. O crescimento é exponencial. Em 2025, a criação de agentes disparou em 119%. A questão não é mais apenas desenvolver esses agentes, mas sim auditá-los e governá-los eficazmente.
Empresas como a Salesforce respondem a essa necessidade ao expandir suas funcionalidades no MuleSoft Agent Fabric, que oferece ferramentas automatizadas para a descoberta e gestão centralizada de agentes de IA, independente da sua origem.
Automatizando a Visibilidade
A questão da visibilidade é um obstáculo crítico. Quando equipes de marketing e logística utilizam plataformas diferentes para implantar agentes, a governança se torna um sonho distante. O time de TI perde o controle sobre a força de trabalho digital da empresa.
A nova arquitetura do MuleSoft introduz os ‘Agent Scanners’. Esses ferramentas monitoram continuamente ecossistemas como Salesforce Agentforce e Google Vertex AI, identificando agentes em funcionamento. O que antes era responsabilidade dos desenvolvedores, agora é feito de forma automatizada.
Encontrar um agente não é o fim da jornada. Os líderes de compliance ainda precisam entender a lógica de operação desses agentes. Os scanners coletam metadados que mostram capacidades, LLMs, e os dados que os agentes têm acesso. Isso gera um perfil padronizado para cada ativo.
Andrew Comstock, SVP da MuleSoft, afirmou: “As organizações mais bem-sucedidas na próxima década serão aquelas que aproveitam a diversidade do ecossistema multi-cloud de IA.”
Governança e Controle de Custos
Agentes não gerenciados acarretam ineficiência financeira e riscos diversos. Imagine um CISO no setor bancário, tendo que verificar manualmente um novo agente de processamento de empréstimos. Com um catálogo automatizado, a segurança consegue visualizar rapidamente quais bancos de dados financeiros um agente acessa, eliminando a necessidade de intervenções manuais.
Além disso, a visibilidade leva à consolidação de recursos. Muitas vezes, equipes em regiões diferentes compram ou desenvolvem ferramentas semelhantes. Um fabricante multinacional pode ter três times diferentes pagando por agentes de sumarização em plataformas variadas.
Utilizando o MuleSoft Agent Visualizer, líderes operacionais podem filtrar suas operações e identificar sobreposições. Consolidar essas ferramentas em um único ativo de alto desempenho não só reduz custos de licenciamento, mas também redireciona o orçamento para inovações.
A Transição para uma ‘Agência Empresarial’
A inovação está frequentemente nas bordas, onde cientistas de dados criam ferramentas sob medida fora dos canais de compra formais. O MuleSoft Agent Fabric agora permite registrar agentes “focados no lar” e servidores de Model Context Protocol (MCP) pela URL, facilitando o reaproveitamento em toda a empresa.
Jonathan Harvey, da Capita, comentou: “Os Scanners de Agentes nos permitirão focar na inovação.” Essa plataforma não é apenas uma ferramenta; é uma habilitadora do que está por vir.
A mudança para uma “Agência Empresarial” requer uma nova abordagem de governança sobre rastreamento de ativos de TI. Spreadsheets envelhecidas não são mais suficientes. Os líderes precisam assumir que o inventário dos agentes de IA está incompleto e utilizar ferramentas de escaneamento automatizado para estabelecer uma linha de base de verdade.
Por fim, o controle da visibilidade permite auditar gastos, identificando funcionalidades duplicadas entre ambientes de nuvem e consolidando-as. Esse é o caminho para controlar o Total Cost of Ownership (TCO).
Conforme as organizações avançam de programas piloto para implantações em massa, a diferença não estará na inteligência de agentes individuais, mas na coesão da rede que os conecta.
