Meta e Manus: Um aviso sobre os riscos no mundo da Inteligência Artificial
Meta está enfrentando um teste complicado. A aquisição da startup Manus por US$2 bilhões ilustra a complexidade da inteligência artificial em um cenário de regulamentação internacional. A recente avaliação do Ministério do Comércio da China levanta questões significativas sobre como as empresas de tecnologia devem navegar em um mar de automação de sistemas e conformidade regulatória.
O que parece um simples movimento corporativo se transforma em um campo minado regulatório.
Dica Crucial: O local de incorporação não revela a exposição regulatória real de um fornecedor de tecnologia.
A revelação que a tecnologia, não a estrutura da empresa, determina a jurisdição relevante, é um choque para muitos CTOs. A pergunta crucial agora é: onde e como foi desenvolvida a tecnologia que você planeja usar?
Mudança de local não é sinônimo de liberdade regulatória
A Manus acreditava ter se protegido. Com uma mudança de 105 funcionários de Pequim para Cingapura e um aporte de US$75 milhões de investidores norte-americanos, a empresa parecia estar a salvo dos tentáculos das leis chinesas. No entanto, essa mudança geográfica não garante imunidade.
He Yadong, porta-voz do Ministério, enfatiza que a estrutura corporativa por si só não é suficiente para escapar das regras que regulam as transferências de tecnologia. Portanto, mesmo que a Manus declare que não há mais interesses chineses, isso não significa que estará livre de complicações.
Você entende o arcabouço regulatório para IA?
Em 2020, a China atualizou suas regras de controle de exportação, abrangendo agora algoritmos de inteligência artificial. O que isso significa para você, comprador de tecnologia?
- Controle de Exportação: Os agentes de IA são considerados bens estratégicos. Isso quer dizer que, independentemente de onde você incorpore sua empresa, a origem do desenvolvimento continua a ser um fator crucial para o controle regulatório.
- Regras de Segurança de Dados: O que acontece com os dados que transitam entre fronteiras? É necessário obter aprovações regulatórias para transferências de dados, especialmente quando se trata de conjuntos usados para treinar modelos de IA.
- Regulamentações de Investimentos Estrangeiros: Ao transferir ativos tecnológicos, mesmo em uma mudança legítima de estrutura corporativa, as autoridades devem avaliar se uma aprovação governamental é necessária.
A due diligence necessária para avaliar fornecedores de IA
A situação da Manus destacou como a avaliação de risco regulatório precisa ir além de um simples checklist.
As perguntas que você deve fazer incluem:
- Origem da tecnologia: Onde foi desenvolvido o modelo de IA? Quais jurisdições têm autoridade sobre isso?
- Conformidade com transferências: Quais aprovações regulamentares foram obtidas durante a mudança?
- Continuidade operacional: Como uma investigação regulatória impactaria a entrega do serviço?
Lições para o futuro da estratégia de IA
O caso da Meta e Manus não se limita apenas a uma transação específica. Ele cria um precedente crucial que pode afetar as cadeias de suprimentos de IA em todo o mundo. Os compradores de IA precisam reconhecer que os riscos regulatórios vão muito além dos termos contratuais. As nuances sobre onde e como a tecnologia foi desenvolvida se tornam essenciais na hora de escolher um parceiro de tecnologia.
O que você vai fazer com essa informação? É hora de questionar suas práticas atuais e reforçar sua capacidade de avaliar realmente o risco regulatório na sua cadeia de suprimentos de IA.
